28 de novembro de 2011

O melhor cão do mundo


Lembro tão bem quando chegaste à nossa família, naquela manhã de domingo: 4 de outubro de 1996. Eras tão esperada! E eu, do alto dos meus 11 anos, não quis nem acreditar quando o meu pai disse, no dia anterior, que eu podia ter um cão, desde que cuidasse dele. Não consegui nem dormir nessa noite.
Quando te vimos, sabia que eras tu que tínhamos de adotar. “Estas meninas vão levar esta cadelinha”, disse a senhora da Sociedade Protetora dos Animais, que chamávamos de tua madrinha, lembras? Não pesavas 750 gramas e estavas com um machucadinho na barriga. Foi amor à primeira vista e se tornaria em amor eterno.
Fizeste tanta bagunça, lembras-te? Cocô atrás da porta, xixi no carpete, roubaste a dentadura do meu pai, estragaste um monte de meias minhas, roubaste o meu chinelo no jardim...
Foste uma companheira e talvez não saibas, mas mudaste a minha família e hoje não nos imagino sem ti na nossa vida. 15 anos não são 15 dias.
Por tudo o que vivi contigo e por tudo o que nos ensinaste, eu reitero: os animais têm alma sim! Desconfio até que tu foste um anjo, com que Deus nos abençoou durante 15 maravilhosos anos. Aí chegou a hora de Ele te levar para junto dele. E foste em paz, minha querida cadela.
Vou-te amar eternamente e nunca te esquecerei. Sempre serás o melhor cachorro do mundo, meu anjinho de quatro patas. Agora vai, meu amor, vai brincar. Manda um beijo ao Scooby, diz-lhe que temos saudades dele.

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