Lembro tão bem quando chegaste à
nossa família, naquela manhã de domingo: 4 de outubro de 1996. Eras tão
esperada! E eu, do alto dos meus 11 anos, não quis nem acreditar quando o meu
pai disse, no dia anterior, que eu podia ter um cão, desde que cuidasse dele.
Não consegui nem dormir nessa noite.
Quando te vimos, sabia que eras
tu que tínhamos de adotar. “Estas meninas vão levar esta cadelinha”, disse a
senhora da Sociedade Protetora dos Animais, que chamávamos de tua madrinha,
lembras? Não pesavas 750 gramas e estavas com um machucadinho na barriga. Foi
amor à primeira vista e se tornaria em amor eterno.
Fizeste tanta bagunça,
lembras-te? Cocô atrás da porta, xixi no carpete, roubaste a dentadura do meu
pai, estragaste um monte de meias minhas, roubaste o meu chinelo no jardim...
Foste uma companheira e talvez
não saibas, mas mudaste a minha família e hoje não nos imagino sem ti na nossa
vida. 15 anos não são 15 dias.
Por tudo o que vivi contigo e por
tudo o que nos ensinaste, eu reitero: os animais têm alma sim! Desconfio até
que tu foste um anjo, com que Deus nos abençoou durante 15 maravilhosos anos.
Aí chegou a hora de Ele te levar para junto dele. E foste em paz, minha querida
cadela.
Vou-te amar eternamente e nunca
te esquecerei. Sempre serás o melhor cachorro do mundo, meu anjinho de quatro
patas. Agora vai, meu amor, vai brincar. Manda um beijo ao Scooby, diz-lhe que
temos saudades dele.

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