5 de novembro de 2011

De uma espera antiga

Porque é que não pegas em mim e me raptas por hoje? Diz-me ao ouvido aquelas coisas desvairadas e sem nexo, mas às quais consegues dar significado. Vamos sair da nossa rotina e partir em busca de algo novo, sem destino, sem futuro, sem passado, apenas com o presente.
Agarra-me na mão e ri comigo. Faz-me cócegas até eu desmaiar. Olha para mim, sem precisares de falar. Quero sentir o que estás a sentir neste momento. Agora. Não amanhã. Não falemos no amanhã. Quero que me salves hoje, amanhã é tarde demais.
Não ligues ao meu feitio. Sou refilona, eu sei. Nunca fui de outra maneira. Nem sei ser. Ensina-mo. Acalma-me. Liberta-me. Não fales, mostra-me. Não preciso de ouvir, preciso de sentir. "Palavras leva-as o vento", já diz o grande e soberano povo. Não te deixes levar. Deixa-te ficar. Quero-te aqui.
Abraça-me. Com força. Não tanta. Preciso de respirar. Dá-me espaço. Não me apertes. Mas não te afastes. Preciso de ti. É complicado. Eu sei. Eu avisei-te. Mas quiseste à mesma. Azar o teu. E sorte a minha. Será?
Porra, amo-te. Quero-te. Não brinques comigo, amor. Eu não quero. Diz a verdade. Não mintas.

Escrito em agosto de 2005. Quando eu não sabia nada da vida. :)

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