Agarra-me na mão e ri comigo. Faz-me cócegas até eu
desmaiar. Olha para mim, sem precisares de falar. Quero sentir o que estás a
sentir neste momento. Agora. Não amanhã. Não falemos no amanhã. Quero que me
salves hoje, amanhã é tarde demais.
Não ligues ao meu feitio. Sou refilona, eu sei. Nunca fui
de outra maneira. Nem sei ser. Ensina-mo. Acalma-me. Liberta-me. Não fales,
mostra-me. Não preciso de ouvir, preciso de sentir. "Palavras leva-as o
vento", já diz o grande e soberano povo. Não te deixes levar. Deixa-te
ficar. Quero-te aqui.
Abraça-me. Com força. Não tanta. Preciso de respirar.
Dá-me espaço. Não me apertes. Mas não te afastes. Preciso de ti. É complicado.
Eu sei. Eu avisei-te. Mas quiseste à mesma. Azar o teu. E sorte a minha. Será?
Porra, amo-te. Quero-te. Não brinques comigo, amor. Eu
não quero. Diz a verdade. Não mintas.
Escrito em agosto de 2005. Quando eu não sabia nada da vida. :)
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