Em uma pastelaria qualquer de Lisboa (que eu não vou dizer que é na Chique de Belém), deparei-me com este cardápio espetacularmente traduzido para o gringuês, o vulgo inglês.
Só não contava com a astúcia do dono da pastelaria (que também não vou dizer que é o Sr. António), que nem se deu ao trabalho para procurar alguém que soubesse inglês e fez uma salganhada daquelas neste cardápio.
- No topo do cardápio, uma nova palavra: "sander". Sander é uma nova derivação da palavra "sandes", também conhecida como 'sanduíche'. Ufa, confusos? Bem, aqui já comecei a rir.
- ali o "fresh chesse" não sei bem o que é, mas acredito que seja 'queijo fresco', um tipo de queijo aqui de Portugal.
- "sea delights"???? hahahahahahaha.... também conhecidas como "delícias do mar" (esqueci o nome no Brasil, mas é isto aqui em baixo...)
- "toasted mixed" huahauahuahauha... as conhecidas "tostas mistas", ou, como se diz no Brasil, misto na chapa.
- nails in bread? HAHAHAAHAHHAAHHAHAAHAHAHAHHAAH, ai ai, Sr. António, que vergonha alheia o senhor me causou. "Nails" em inglês é unhas. Mas não me parece que eles vendam unhas no pão, então só pode ser o outro significado: pregos. Para quem não sabe, um prego no pão aqui na terrinha é o nome que se dá a um bife de carne de boi no pão. Não me perguntem porquê, não sei responder.
- "bifano in bread" segue a mesma linha, só que desta vez eles tentaram traduzir 'bifana', que é um bife de carne de porco no pão. Fantástico, não é?
Eu gostaria meeeeesmo de ver a cara dos gringos ao ler este cardápio. Depois reclamamos que a nossa fama lá fora não é muito boa. hehe
Portugal, eu te amo!
26 de dezembro de 2010
25 de dezembro de 2010
De Portugal
Dois dias depois de chegar a Portugal e já posso ir embora.
Está frio e as pessoas falam estranho. Definitivamente, já não conseguiria viver aqui.
Mas é tão bom ver os meus familiares, o meu sobrinho (que é simplesmente maravilhoso), ouvir o sotaque português (mesmo que todos pareçam uns mauricinhos a falar) e ver a paisagem. Por isso vale a pena.
Mas descobri que a nossa casa é onde somos felizes. É BRASIL NA CABEÇA!
Tentarei postar coisas engraçadas. Como daquela velhinha que quase me bateu com a bengala porque não esperei que ela saísse do trem para depois eu entrar. É que já não estou acostumada a isso. :))
Está frio e as pessoas falam estranho. Definitivamente, já não conseguiria viver aqui.
Mas é tão bom ver os meus familiares, o meu sobrinho (que é simplesmente maravilhoso), ouvir o sotaque português (mesmo que todos pareçam uns mauricinhos a falar) e ver a paisagem. Por isso vale a pena.
Mas descobri que a nossa casa é onde somos felizes. É BRASIL NA CABEÇA!
Tentarei postar coisas engraçadas. Como daquela velhinha que quase me bateu com a bengala porque não esperei que ela saísse do trem para depois eu entrar. É que já não estou acostumada a isso. :))
20 de dezembro de 2010
Confraternizações, reuniões e ajuntamentos humanos
... ou como eu odeio tudo isso.
OK, talvez não seja uma boa ideia falar de como eu odeio confraternizações na véspera do amigo secreto da agência onde trabalho, mas não posso deixar de lado todos aqueles rituais que se vê nesse tipo de encontros e que acabam com a paciência de um Gandhi.
Não é que eu odeie esse tipo de reuniões, não é bem isso. É que as pessoas simplesmente se transformam em confraternizações de fim de ano! Ficam meio apalhaçadas, com o sex-appeal em alta e gritando e guinchando por tudo e por nada!
Podem me achar chata, mas eu duvido que vocês achem legal ir a um barzinho tomar umas com os amigos e se depararem com uma confraternização de fim de ano lá, com umas 30 pessoas. Isso é, sem dúvida, sinônimo de gritaria e piriguetagem. Sabem porquê? Porque isso será sinônimo de algumas situações embaraçosas:
- brindes de cinco em cinco minutos: Mano, um brinde é suficiente. Ninguém acredita mais nessa de que "beber sem brindar são sete anos sem trepar".
- gritos, guinchos e urros da mulherada: Eu não sei porque é que as mulheres se transformam em confraternizações desse tipo. Podem até se transformar, mas isso não implica serem histéricas.
- gritar, bater palmas e assobiar quando alguém no bar deixar cair alguma coisa de vidro no chão: Desculpem, é estúpido.
- gostar de repente de pagode e sertanejo e pedir ao dono do bar para aumentar aquela música do Michel não-sei-das-quantas, do "não sei quê, dar uma fugidjinha com você, qual é que é, blablabla": Estúpido.
- cantar "Parabéns a você" para a pessoa do lado e começar a bater palmas e a gritar "É pica, é pica, é rola, é rola, é rola": Quem canta a música assim é idiota. E também quem fica a música inteira cantando só o verso "Parabéns a você". Over and over again. Estúpido.
- Fotos e mais fotos e mais fotos: Meu, porquê, meu Deus???? Porquê tirar foto à mesma pessoa vezes sem conta? É fazendo biquinho, é para a esquerda, é para a direita, é bebendo, é brindando, é no colo do colega... Menos, gente, menos! Para não falar daquela foto típica da ponta da mesa, com todos olhando, sorrindo, com as cabecinhas alinhadas e fazendo corninhos ao colega da frente e achando que é muito engraçadão!
E a modos que é isto. Estou com o espírito natalino, então fui meiguinha. Só peço que não venham aqui dizer que sou chata, que confraternizações é legal, que é uma maneira de o colaborador se distrair e voltar mais satisfeito para o trabalho, que só reclamo, que a minha vida é uma merda, que eu sou uma idiota porque não sabia o que queria dizer "presente de grego", blablablabla...
O meu blog é movido a ironia e a brincadeiras. Caso você não goste, agradeço que vá chorar longe daqui.
11 de dezembro de 2010
Sábado à noite em um shopping qualquer
... ou como é preciso ser macho para encarar um shopping no fim de semana e, ainda por cima, achar que vai conseguir uma mesa para, descansadamente, jantar na praça de alimentação.
A verdade é que praça de alimentação de shopping em um sábado à noite não é coisa de Deus. É um inferno. O que acontece com as pessoas ao sábado, que ficam com preguiça de fazer comida? Porque, na boa, encarar shopping lotado é beeeeeem pior do que ficar duas horas no fogão, cozinhando o típico arroz com feijão (ai, como brasileiro como arroz com feijão, irra!) e a dita mistura.
Claro que é gostoso dar aquele passeiozinho no shopping, olhar para as montras (vitrines), ver sapatos que nunca poderá comprar, contentar-se com um esmalte da Americanas e, para finalizar a noite, comer aquele delicioso lanche, aquele X-Salada (com ovo no lugar do hamburguer, porque, como sabem, eu não como bicho), acompanhado de batata frita e refrigerante. Sim, há poucas coisas melhores do que isso.
Mas o que poderia ser uma refeição tranquila se transforma em um pesadelo. Porque TODA a população do planeta Terra decidiu jantar no shopping no sábado à noite. Você NUNCA conseguirá uma mesa e, se conseguir, vai estar sem cadeiras e lotada de tabuleiros (bandejas), porque as pessoas simplesmente acham que não devem tirar seu próprio tabuleiro, porque, como dizem, "tem gente que é paga para isso". Também tem gente que é paga para varrer as ruas, mas não é por isso que podemos jogar lixo nas ruas. Mas isso são outros quinhentos.
Voltando ao assunto de comer no shopping, Há uma série de episódios típicos de quem se aventura em uma praça de alimentação no fim de semana:
- comprar primeiro a comida e só depois procurar mesa: amigo, não, não faça isso. Você correrá o risco de ter que comer em pé encostado ao poste que fica em frente ao McDonald's.
- colocar a bolsa em uma cadeira e, quando alguém pergunta: "Você está usando a cadeira?", você responde "sim": Não, amiga, não. Você não está usando a cadeira. Sua bolsa está. E visto que você pode perfeitamente colocar a bolsa no colo ou pendurada na sua própria cadeira, e não o faz, bem, acho que o Pai Natal (Papai Noel) não lhe dará nenhum presente este ano. Você é uma menina má.
- ficar de plantão ao lado de um casal que está sentado e que parece estar quase terminando de comer: esta é uma boa solução, eu apelo para isso também, mas é um pouco inconveniente para o casal, porque vai se sentir intimidado a sair logo.
Lógico que existem várias outras. Da última vez que eu fui ao shopping a um sábado à noite, enquanto esperava que o meu marido fizesse o pedido no Estrela (huumm!), fiz uma lista daquilo que fui observando, mas... perdi a lista. Quem aí se lembra de mais episódios típicos de uma praça de alimentação?
A verdade é que praça de alimentação de shopping em um sábado à noite não é coisa de Deus. É um inferno. O que acontece com as pessoas ao sábado, que ficam com preguiça de fazer comida? Porque, na boa, encarar shopping lotado é beeeeeem pior do que ficar duas horas no fogão, cozinhando o típico arroz com feijão (ai, como brasileiro como arroz com feijão, irra!) e a dita mistura.
Claro que é gostoso dar aquele passeiozinho no shopping, olhar para as montras (vitrines), ver sapatos que nunca poderá comprar, contentar-se com um esmalte da Americanas e, para finalizar a noite, comer aquele delicioso lanche, aquele X-Salada (com ovo no lugar do hamburguer, porque, como sabem, eu não como bicho), acompanhado de batata frita e refrigerante. Sim, há poucas coisas melhores do que isso.
Mas o que poderia ser uma refeição tranquila se transforma em um pesadelo. Porque TODA a população do planeta Terra decidiu jantar no shopping no sábado à noite. Você NUNCA conseguirá uma mesa e, se conseguir, vai estar sem cadeiras e lotada de tabuleiros (bandejas), porque as pessoas simplesmente acham que não devem tirar seu próprio tabuleiro, porque, como dizem, "tem gente que é paga para isso". Também tem gente que é paga para varrer as ruas, mas não é por isso que podemos jogar lixo nas ruas. Mas isso são outros quinhentos.
Voltando ao assunto de comer no shopping, Há uma série de episódios típicos de quem se aventura em uma praça de alimentação no fim de semana:
- comprar primeiro a comida e só depois procurar mesa: amigo, não, não faça isso. Você correrá o risco de ter que comer em pé encostado ao poste que fica em frente ao McDonald's.
- colocar a bolsa em uma cadeira e, quando alguém pergunta: "Você está usando a cadeira?", você responde "sim": Não, amiga, não. Você não está usando a cadeira. Sua bolsa está. E visto que você pode perfeitamente colocar a bolsa no colo ou pendurada na sua própria cadeira, e não o faz, bem, acho que o Pai Natal (Papai Noel) não lhe dará nenhum presente este ano. Você é uma menina má.
- ficar de plantão ao lado de um casal que está sentado e que parece estar quase terminando de comer: esta é uma boa solução, eu apelo para isso também, mas é um pouco inconveniente para o casal, porque vai se sentir intimidado a sair logo.
Lógico que existem várias outras. Da última vez que eu fui ao shopping a um sábado à noite, enquanto esperava que o meu marido fizesse o pedido no Estrela (huumm!), fiz uma lista daquilo que fui observando, mas... perdi a lista. Quem aí se lembra de mais episódios típicos de uma praça de alimentação?
9 de dezembro de 2010
Contra a discriminação de quem não tem carteirinha de estudante
Meia-entrada no cinema, no teatro, em shows e, se tiver sorte, até na padaria. Esses são os benefícios de quem tem carteirinha de estudante. Ou seja, ser estudante é a coisa mais legal do planeta Terra inteiro quando se quer andar na boa-vai-ela (expressão portuguesa que significa... ah, não sei explicar, é andar por aí na vadiagem!). Mas, quem não é estudante, é simplesmente deixado de lado, como um cão sarnento (ooown, que dó...).
Porque existe essa discriminação em relação a quem já parou de estudar? Será que quem já se formou ou que simplesmente não quis seguir com os estudos é mais rico e pode arcar com a entrada completa?
Gente, eu não sou estudante. E sinto-me mal quando vou ao cinema com os meus amigos e todos comprarm meia-entrada, menos eu. Sei lá, sinto-me velha!
E parece que tooooodos os seres humanos da face desta Terra imunda são estudantes! O que acontece por aí, todo mundo está a fazer cursos eternos? Ou será que metade deles tem carteirinha falsa?
Isso é outro assunto, a bendita carteirinha falsa. Não que eu alguma vez tenha usado (cof cof, engasguei-me ahahah), mas não é arriscado? E mais, em uma época em que as escolas estão apostando em carteirinhas tipo cartão com banda magnética, falsificar uma carteirinha e imprimi-la em papel de impressora deveria dar cadeia (não, não, não me levem presa!), ainda mais quando a pessoa que a usa é cagona (com vocês, Ana Lima).Parece que existe aí um cartão legal - cujo nome não me 'alembra' - que você paga um X ou mensalidade e pode também pagar meia-entrada. Mas pô, isso também é meio duvidoso e coloca em risco todo o sistema de meias-entradas, já que qualquer um pode fazer! E aí, Dilma, o que você vai fazer a respeito disso?
Pensando bem, a meia-entrada é um benefício legal, que geralmente beneficia (ah, vá, é mesmo? O benefício beneficia?) quem geralmente tem renda menor: estudantes (especialmente os estudantes boyzinhos e patricinhas de audi na porta da UMC), professores (que Deus lhes dê muitas bênçãos para aturar os filhos dos outros) e aposentados (só os que não ganham aposentadoria vitalícia como lá os de Brasília).
Pô, e jornalista? Você já viu jornalista com dinheiro? Porque não estender esse benefício a quem comprove trabalhar como jornalista, cujos fins de semana são uma incógnita, horas extra viraram lenda, banco de horas parece calendário e cujo vale do dia 20 dura duas horas e vira pó em pagamento de contas?
Eu voto para que jornalistas tenham direito a meia-entrada!
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