10 de dezembro de 2011

Um cachorro em forma de leão mordedor

... ou como eu sou vítima do meu próprio cachorro, que eu retirei das ruas, onde ele estava condenado a morrer.

Não se deixem enganar por esse ar pidão, a gravata pondo em causa a sua sexualidade e o olho cego. Esse cachorro - de seu nome Fuá - é bipolar e nos seus surtos demoníacos de raiva, ele só pensa em morder esta pessoa de 1,58m.
Eu já perdi a conta de quantas vezes ele me mordeu. Na maioria das vezes eu provoquei - quem mandou mexer com o cachorro quando ele está dormindo? Mas em muitas outras eu não fiz nada, juro. Só olhei para ele e ele, do alto da sua vira-latice, nhac! me mordia. Já me abocanhou a barriga (se eu fosse sarada isso não aconteceria, né, porque teria barriga tanquinho e ele não conseguiria morder), a coxa, a panturrilha, a canela, o pé. O Leonardo, ilustre marido e chefe da casa, também já sentiu a fúria do cachorro, na cara e com direito a quatro dias de atestado médico.
Ontem, ele me mordeu a mão. E foi sério desta vez. Porque ele mordeu com vontade, fez tipo nhac nhac nhac, mordendo várias vezes, repetidamente, e eu AAAAAAAAAHHHHHHHHHH, PARA, SEU CÃO DOS INFERNO!
Resultado: mão zuada, com um furo de 2mm (é sério), várias marcas de dentes e mão zuada. Gente, é sério, estou teclando por obra divina, quase. O pior é que estou passando uma pomada anti-inflamatória que tem cheiro de desgraça e agora não sei se esse cheiro é da pomada ou se a minha mão está apodrecendo.
O meu cachorro é extremamente nervoso, mas eu amo-o. Vamos castrá-lo para ver se sossega o facho (oi?). E tirando isso ele até é um bom cachorro. Quando atiramos a bola para longe ele vai buscar.

6 de dezembro de 2011

Um jornalista como poucos


Foto: R7

Hoje, se me permitem, o texto é um pouco diferente. Hoje, se me permitem, gostaria de homenagear um dos melhores jornalistas que já conheci: o Ale Rocha. Não sei se o conheciam, mas  o Ale era uma ótima pessoa. Excelente jornalista e que, mesmo sofrendo de hipertensão pulmonar e estar há dois anos na fila para o transplante, ele nunca desistiu de viver. Quem me conhece sabe que eu reclamo para caramba. E se eu não reclamava mais era porque eu via os tweets dele, sofridos por causa da dor, da insônia, de não conseguir brincar com o filho, mas, ao mesmo tempo, tão alegres, tão cheios de vida. Pô, pensava eu, eu tenho de ter vergonha na cara de reclamar porque é segunda-feira e eu acordei cedo. E se eu pensava isso, o Ale tinha muita “culpa no cartório”.
Entrevistei-o duas vezes, durante horas. O papo sempre era bom. Ele dizia que eu era mais tímida pessoalmente. Acompanhei a luta para ele conseguir os remédios do governo de Estado, fiquei feliz quando ele os conseguiu, ficava preocupada quando ele sumia do Twitter. Fiquei felicíssima quando soube do transplante. Pensei:  “agora vai!”. Foi, mas nem tanto. O Ale partiu.
Não que eu fosse uma graaaande amiga do Ale, mas admirava-o bastante, sabia do desejo dele ter “um pulmão novo” para poder jogar bola com o filho. E dói o meu coração por saber que ele não concretizou esse seu desejo.
O caso do Ale traz à tona uma importante questão: a doação de órgãos. Tal como ele, milhares de pessoas aguardam por órgãos, órgãos que não fazem falta a cadáveres, mas que, por alguma razão que eu não entendo, muitas famílias ainda são reticentes em autorizar a retirada dos órgãos do seu ente querido morto.
Queridos, quando formos desta para melhor, não vamos levar dinheiro, carro, casa, joias, roupa, sapatos, nem órgãos. Para onde quer que a gente vá quando acabar a nossa hora aqui na Terra, não vamos precisar de pulmão, fígado, coração ou rins. Seja um doador. Avise a sua família que você é um doador. Convença os seus amigos e familiares para que eles também sejam doadores. Só assim poderemos salvar muitas vidas. O Ale Rocha iria gostar que fizéssemos isso.
#RIPAleRocha. Você É foda.

28 de novembro de 2011

O melhor cão do mundo


Lembro tão bem quando chegaste à nossa família, naquela manhã de domingo: 4 de outubro de 1996. Eras tão esperada! E eu, do alto dos meus 11 anos, não quis nem acreditar quando o meu pai disse, no dia anterior, que eu podia ter um cão, desde que cuidasse dele. Não consegui nem dormir nessa noite.
Quando te vimos, sabia que eras tu que tínhamos de adotar. “Estas meninas vão levar esta cadelinha”, disse a senhora da Sociedade Protetora dos Animais, que chamávamos de tua madrinha, lembras? Não pesavas 750 gramas e estavas com um machucadinho na barriga. Foi amor à primeira vista e se tornaria em amor eterno.
Fizeste tanta bagunça, lembras-te? Cocô atrás da porta, xixi no carpete, roubaste a dentadura do meu pai, estragaste um monte de meias minhas, roubaste o meu chinelo no jardim...
Foste uma companheira e talvez não saibas, mas mudaste a minha família e hoje não nos imagino sem ti na nossa vida. 15 anos não são 15 dias.
Por tudo o que vivi contigo e por tudo o que nos ensinaste, eu reitero: os animais têm alma sim! Desconfio até que tu foste um anjo, com que Deus nos abençoou durante 15 maravilhosos anos. Aí chegou a hora de Ele te levar para junto dele. E foste em paz, minha querida cadela.
Vou-te amar eternamente e nunca te esquecerei. Sempre serás o melhor cachorro do mundo, meu anjinho de quatro patas. Agora vai, meu amor, vai brincar. Manda um beijo ao Scooby, diz-lhe que temos saudades dele.

18 de novembro de 2011

Things that make my day

Donut para fazer coque

Batom 27 da Vult

Cerinha para hidratar cutículas

Kinder chocolate

Humor, da Natura